Não decidir é decidir

EM: 3 de abril de 2017

Para algumas pessoas tomar uma decisão é um martírio descomunal. Ter que escolher algo e, consequentemente, “desescolher” todo o resto, nem sempre é simples quando a ideia do que realmente se quer é nebulosa.

A roupa a vestir hoje para trabalhar, o carro a comprar, casar ou não casar, fazer aquele curso ou o outro, ficar com este ou aquele pretendente. Por que a gente é obrigada a decidir o tempo todo? Não dava pra alguém fazer isso pela gente? Não.  Aliás, sim, dava, se você tivesse dois aninhos e não soubesse bem medir as consequências.

Pois bem, chegamos ao ponto: as consequências. A indecisão vem muitas vezes do medo de lidar ali na frente com a falta de tudo aquilo (e aqueles) que não foi escolhido. Se eu tivesse casado com o João e não com o Paulo como teria sido? E se eu tivesse tido coragem de estudar o que eu realmente queria como seria minha vida agora? A angústia do “nunca saberei” sufoca muita gente por aí, alimentando uma insatisfação constante com a enorme lista fantasmagórica que se tem que carregar contendo as hipóteses não escolhidas.

Quando maturamos e nos damos conta que eram apenas caminhos diferentes, nem sempre melhores ou piores, encontramos a paz nas escolhas feitas e abandonamos os medos das novas que virão. Porque viver é isso, um enorme jogo de xadrez com combinações e possibilidades infinitas dotadas sempre do ônus e bônus.

Está numa encruzilhada? Decida. Não decidir deixa as coisas como estão e isso por si só foi uma decisão.

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