Bom pra cachorro!

EM: 5 de maio de 2017

Há 4 meses nossa casa e corações foram invadidos por quatro patas e todo amor do mundo. Uma maltês que não cresceu em tamanho, mas é gigante em doçura veio morar conosco e, desde então, dividir nossos dias com ela tem sido um tratado sobre a bondade e o perdão.

Educada, jeitosa e alegre, Sissi sabe o lugar certo de fazer suas “coisinhas”, não late insistentemente para nada e ninguém, exceto quando a provocamos nas brincadeiras do dia,  alimenta-se bem, é incrivelmente cheirosa e dona de uma fofurice capaz de arrancar suspiros por onde passa. Uma lady dog!

Mas nem tudo são flores. Como fiel seguidora dos meus passos, algumas vezes acabo dando aquela resvalada em sua patinha, arrancando um “chorinho” que me corta o coração. Me abaixo, a pego no colo, peço desculpas e num segundo recebo lambidas de carinho acompanhadas por aquele olhar de admiração “derretedor” de corações.

Tal ingenuidade nos colocaria em perigo, verdade, mas tornaria o mundo menos ardiloso, mais doce e puro. Sem corrupções – ao menos nada além de alguns saquinhos de biscoitinho ao longo de toda uma vida.

Seríamos mais dados às brincadeiras, menos amargos e ambiciosos. E a coisa mais feia que faríamos em público seria um cocozão enorme. Que é muito menos nojento que mentir, roubar, enganar o povo, fazer vistas grossas à corrupção ou quaisquer outros predicados humanos.

O que será que ela tem aprendido com a gente aqui em casa, com os vizinhos com que cruza pelos passeios ou nos programas de tv aos quais assistimos juntos? Oxalá não aprenda nunca a ser gente. Antes sejamos nós a ver em seu jeito novos modos de sermos humanos.

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